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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Oker

 Mário Fonseca (Oker) é um artista que nasceu na Maia (Porto, Portugal), a mesma cidade onde deu os primeiros passos no mundo do graffiti em 1999. Hoje em dia, o seu trabalho reflecte-se em diferentes áreas: Graffiti, Street Art, Ilustração e Design Gráfico. A versatilidade é algo que define as obras e projetos de OKER, apresentando diferentes abordagens estéticas às suas peças. Visualmente, é algo “fresh!” Começa nas letras coloridas do grafite e passa pela ilustração com linhas orgânicas e personagens animados combinando formas abstratas e texturas que dão um visual clean às suas composições. Tem um estilo distinto, com outlines precisos e imaginação fértil tornam-no num dos principais writers do Porto.

OKER afirma que se envolveu no graffiti como forma de automedicação nos seus difíceis primeiros anos de adolescência. Quando ele caminhava ao longo dos caminhos de ferro com outras mentes semelhantes, ninguém estava interessado nesta vida pessoal, este mundo era puramente sobre ele como um artista, como ‘OKER’.

Depois de se mudar para Nova York aos vinte anos e, em seguida, trazer o estilo de bombardeio de Nova York de volta para Londres, ele ganhou o respeito de artistas como Eine, Barry McGee, KR e Banksy, para citar alguns… 












sábado, 14 de novembro de 2020

Tipografia Experimental

 Peter Biak é um designer multidisciplinar baseado na Holanda. É o fundador da Typotheque, que é especializada em design de tipos, tipografia e branding. O seu trabalho é caracterizado por um profundo envolvimento com o conteúdo e o público. 



Segundo Peter Bilak, Experimental, no campo do design e da tipografia, é um termo normalmente usado para definir algo de novo, que não se encaixa em qualquer outra definição, algo que não pertence a nenhuma categoria já definida. Experimentação é por vezes confundida com o próprio processo de design. “É apenas uma experiência” é um termo bastante ouvido. É usado para referir algo que se faz durante o processo criativo para o qual não há, ou não se consegue arranjar uma melhor explicação para o que se produziu, é quase que uma criação acidental. 

De um ponto de vista científico, uma experiência é algo que é feito para provar uma teoria. É algo feito num ambiente pré-concebido próprio para o efeito, com componentes previamente seleccionados. É algo que pode ser repetido por outros e que, se se respeitarem as mesmas condições da original, terá sempre o mesmo resultado. 


Manolo Guerrero é especialista em tipografia experimental. O Designer afirma que os processos experimentais ajudam a ver diferentes pontos de visto e trazem propostas para projetos pouco convencionais. O desafio é levar a tipografia a transmitir a mesma sensação imersão que uma imagem transmite.

Manolo é um designer gráfico de nacionalidade mexicana, formado pela Universidade Autônoma de San Luis Potosí. É PhD em Arquitetura, Design e Urbanismo pela Universidade Autônoma de Morelos.Atualmente é professor na Faculdade de Habitação da UASLP e trabalha como freelancer no BlueTypo, um estúdio de design especializado em tipografia e comunicação interativa. É membro da Associação Typographique International (ATypI), da Associação Internacional de Designers (IAD) e colaborador do tipógrafo Cocijotype.

Em 2009 obteve o certificado de excelência em design tipográfico, concedido pelo Type Directors Club NY, em 2010 foi indicado para receber o Prêmio de Design de Prêmios; a máxima distinção ao desenho concedido pelo governo alemão.

Da mesma forma que obteve o certificado de excelência em design tipográfico na Cuaderno Bienal de Tipografia Latinos 2010, foi selecionado para a Bienal BICeBé da Bolívia Poster 2013 e 2015, e foi recentemente premiado com o Silver A 'Design Award na Itália. Ministrou conferências e workshops de experimentação tipográfica em nível nacional e internacional no TEDx, Palermo, Bienal de Letras Latinas, Carta Ilustrada, ProDesign, entre outros. O seu trabalho foi publicado em diferentes suportes, entre as quais FontShop's FontFeed, adoro tipografia, Typography Served, Fubiz, Hard guys, The Typography Anual 30, Typodarium.


segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Da Narrativa Literária à Narrativa Plástica

 Durante o século XX pode perceber-se que houve um grande diálogo entre as artes visuais e a literatura, acompanhando a diluição de limites rígidos entre as diferentes linguagens e principalmente a quebra de fronteiras entre o texto e a imagem. Os artistas/designers consciencializaram-se da visualidade da escrita e da página, além de incorporar elementos gráficos e imagens nos seus trabalhos. Os artistas visuais retomaram a origem visual da escrita, utilizando elementos textuais em suas obras: grafismos, letras de diversos alfabetos, colagem de fragmentos de textos impressos etc., utilizando a escrita como elemento gráfico e/ou conceptual.

Esse processo de aproximação e diálogo entre a literatura e as artes visuais aconteceu de maneira recorrente e não linear durante todo o século, sendo verificada em diversas ramificações que realizaram e realizam várias conexões entre si, sem obedecerem a nenhuma hierarquia ou ordem.


Neste processo de resgate de vínculos entre a palavra e a imagem, tiveram grande importância experiências como as do poeta francês Stéphane Mallarmé, que passa a considerar a visualidade da letra e do branco do papel como elemento dos seus poemas. O trabalho  de Picasso e Braque, como os papiers collés que inauguram uma forte tendência da arte contemporânea, incorporando na obra artística materiais não artísticos, letras, fragmentos retirados de jornais, partituras musicais, papéis de parede etc., que foram utilizados em suas obras de modo que as partes se ajustassem ao todo.Ao mesmo tempo que esse movimento se ia manifestando, surgiram e desenvolveram-se várias tecnologias e mídia que nos levou à era tecnológica que vivemos hoje. Principalmente a partir dos anos sessenta, os meios de comunicação aumentaram sua penetração e difusão, passando a intervir em todas as instâncias da vida quotidiana, fazendo com que o convívio com imagens caminhasse rumo à saturação. Com isso houve uma crescente banalização da imagem e do texto. O mesmo acontece com as relações entre indivíduos e objetos, devido ao consumismo. Então, os artistas passaram a procurar maneiras novas de se relacionar com a arte e a escrita em experiências onde os materiais e suportes tradicionais foram sendo sucessivamente questionados ou naquelas onde houve apropriação dos novos meios e tecnologias como suporte e material para a arte.


A partir da aproximação entre literatura e artes plásticas, junto às realizações do modernismo e neovanguardistas, houve um amolecimento das fronteiras entre as categorias tradicionais de arte: pintura, escultura, fotografia, literatura, objeto, desenho, colagem etc. passaram a ter uma linguagem cada vez maior e a se fundir, abrindo espaço para experimentação e criação. Tornando possíveis obras que podem ser identificadas tanto como poema visual (uma categoria da literatura), como pop arte (uma categoria das artes plásticas), sem nenhuma incoerência.


No século XX, o branco da página entra como elemento da literatura, do mesmo modo que o desenho e signos da escrita entram como elemento da pintura, e é natural que, a partir de um certo momento, as obras também incorporem o ambiente, ganhem o espaço, incorporem significados, formas e temporalidades de suportes tridimensionais. É o caminho que chega ao livro-objeto, às instalações e às intervenções. A narrativa literária é substituída por uma narrativa plástica.




quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Millennials - Design do novo milénio


Millennials - Design do Novo Milénio é uma das exposições que integrou a 1ª edição da Porto Design Biennale que mobilizou cerca de 50.000 pessoas ao longo de 81 dias, num vasto programa que incorporou cerca de 300 projetos e 60 eventos como exposições, workshops, performances, instalações e conversas, apresentados em 37 espaços das cidades do Porto e Matosinhos, envolvendo 20 curadores e 310 participantes de 18 nacionalidades. A exposição Millennials é o resultado de uma ampla pesquisa sobre a prática projectual desenvolvida em Portugal na última década e meia apresentado objetos, processos, tecnologias e ideia que permitem uma compreensão alargada sobre os diferentes caminhos explorados pelos designers portugueses nos tempos recentes. A exposição aconteceu na Galeria Municipal do Porto entre os dias 19 de setembro e 17 de novembro de 2019.

Esta é uma exposição que, considerando as primeiras duas décadas do atual milénio, torna-se evidente um quadro diversificado de transformações que afetam o design enquanto disciplina.  Millennials – Design do Novo Milénio foi pensada a partir da ideia de mapa. Procurou-se ensaiar um mapeamento do campo do design de comunicação orientado por uma tripla perspetiva, focando-se nas intenções (motivações, temáticas e valores), nos processos (método, autoria) e nas formas de materialização dos projetos. 


A seleção dos projetos apresentados e o mapa conceptual que o discurso curatorial lhes associa pretendeu trazer uma leitura crítica aberta do design de comunicação contemporâneo. O visitante teve uma experiência de aproximação, confrontado com projetos onde o design se revela, sob algum traço de caracterização especificamente contemporâneo, como uma prática de mediação indissociável das circunstâncias tecnológicas, económicas, culturais e políticas que o enquadram.

PARTICIPANTES: ARK.Amsterdam; Center for Future Publishing; Clemens Brück; Daniel Sousa; Demian Conrad; Foundland Collective; Henrique Nascimento & Erik Vlemmix; inhabitants-tv.org; Ira Ivanova; João Castro, to the unkown; João Miranda; Lyft Creative Studio; Martin Gnadt, Pascal Schönegg, Denis Yilmaz; Oupas! Design; Rita Matos; Serafim Mendes & Mecha Studio; Studio Formafantasma; Tomba Lobos; Trapped in Suburbia by courtesy of Graphic Matters.



Design Gráfico Atelier d'Alves

Projeto Expositivo Tiago Casanova

Curador José Bartolo