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quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Tiago Galo

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RIP IT OR FILL IT por Tiago Galo

Tiago Galo é um ilustrador português de Lisboa. Formado em arquitetura na Universidade Técnica de Lisboa e em Direção de Arte na Edit Creative School, em Lisboa. Inicialmente começou com ilustrador de fanzines e participou em exposições e após a sua formação, começou a exercer a profissão de arquiteto durante uns anos, até começar a questionar o seu trabalho. Abandonou a sua profissão para voltar às suas raízes de ilustração e neste momento é freelancer. Ganhou prémios como a melhor banda desenhada no Amadora BD em 2011. O seu trabalho é bastante conhecido nas plataformas digitais Instagram e Behance e já foi reconhecido pelo AIGA e o jornal Público. Também expôs em Amesterdão - I’d rather be snowboarding.  Trabalha para empresas como a Time Out, Google, GQ e National Geographic Travel e recentemente, como se pôde observar em alguns mupis, fez ilustrações para a publicidade da escola Wall Street English.

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Ilustrações para publicidade para Wall Street English, por Tiago Galo
As suas ilustrações são concebidas digitalmente, caracterizadas pela geometrização das formas e texturas. A aplicação das cores é simples, as formas são de duas dimensões, mas acrescenta algumas sombras texturadas. As suas personagens têm uma anatomia especial: cabeças pequenas em relação ao resto do corpo, mãos extremamente grandes e corpos corpulentos, que nos lembram gigantes, em comparação com outros elementos das suas composições. Expressões faciais minimalistas, neutras, mas amigáveis. As ações estão sempre centradas nas personagens e nas suas relações entre si, comunicando ideias, consoante os objetivos do cliente ou os seus próprios, se se tratar de projetos pessoais.
Os seus projetos pessoais normalmente são impressos a risografia e a serigrafia e vendidos online. Podem-se tratar de ideias que tem consoante os acontecimentos que ocorrem no momento, por exemplo Tan Lines, alusivo ao verão, ou situações do dia-a-dia. Também trabalha com ferramentas digitais de motion design, onde cria narrativas simples com as suas típicas personagens.

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TAN LINES, por Tiago Galo.
O seu trabalho tem sido bastante reconhecido e aplicado em diversas plataformas de comunicação. As suas ilustrações têm uma abordagem adaptada aos tempos tecnológicos e com um carácter bastante amigável e acessível para o público, com boa transmissão das ideias.



quarta-feira, 6 de novembro de 2019

João Charrua

João Charrua é um artista português que tem como base a arte do origami. É arquitecto e reside em Évora. Tem tido, ao longo dos tempos, reconhecimento internacional e feito exposições no estrangeiro, como no caso de Espanha.

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O origami é a sua linguagem artística e a partir disto explora o mundo das expressões faciais, dos humanos e monstros, o seu lado mais fantasioso. Utiliza vários tipos de papel de várias gramagens, chegando mesmo a dobrar e redobrar em cartões. Quando pretende elaborar peças com detalhes mais finos, prefere papeis com menor gramagem e quando quer representar mais volume, adopta papeis de maior gramagem. Utiliza bastante o Kraft, papel reciclado e de aguarela.

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Para conceber as suas obras, apoia-se em esboços, mas também em experimentações que faz nos seus tempos livres. O seu tipo de origami não é sobretudo o tradicional ou o mais conhecido, se bem que também elabora obras desse género. João explora os papeis e tenta representar ainda mais a tridimensionalidade. O papel não fica dobrado de forma direita e recta, como se conhece, mas tem relevo e irregularidades que moldam as caras e feições das personagens. As suas obras mais conhecidas são de caras de personagens fictícias, cada qual com expressões próprias e exageradas, mas que ao mesmo tempo conseguem ser identificadas como humanas. Podemos mesmo considerar que esta arte é escultura em papel, onde tudo é feito de dobras e do amachucar do papel, criando uma estrutura sólida, normalmente tudo feito com o movimento das mãos, sem grande ajuda de colagens ou outros métodos de apoio.
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Nenhuma descrição de foto disponível.

Outros tipos de trabalhos que podemos observar da sua parte estão mais ligados ao minimalismo das dobras no papel e a mensagem que comunica. Pode ser a partir de efeitos como a silhueta ou simplesmente um conjunto de pedaços de papel, onde pode jogar com a sombra e o seu contrate com a luz. A fotografia também é um elemento importante de ajuda para reforçar as suas ideias e aumentar a clareza da mensagem, com fundos simples e a aplicação da luz.
João Charrua tem um talento impressionante e a forma como resolve cada obra é fantástica. Um exemplo nacional de criatividade que desafia a própria arte do origami e expande para novos horizontes.




quarta-feira, 30 de outubro de 2019

FAEL (Rafael Serra)


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Rafael Serra é um type designer e lettering artist influente português, com formação na Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do Instituto Politécnico do Porto.

A sua influência é bastante presente nas redes sociais, através das suas publicações e reconhecimento por outras entidades do design internacional e português nas plataformas Instagram e Behance. Um talento notório na área da tipografia, em que publica semanalmente letterings e composições tipográficas pessoais, assim como trabalhos feitos para clientes e empresas. É interessante o seu empenho e a forma como define os seus briefings pessoais e interage com os seguidores/público, normalmente através de perguntas sobre novos desafios. FAEL faz imensos redesigns alternativos de marcas, filmes, séries, livros, entre outros, assim como palavras e nomes de cidades, sempre deixando um cunho pessoal ou característico da sua linguagem tipográfica.

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O que caracteriza graficamente o seu trabalho? No geral, os pontos comuns são letras sem contraste, minimalistas e geometrizadas, simplicidade na aplicação das cores, e fluidez na composição. Existe na maioria das vezes um jogo tipográfico em que todas as letras interagem entre si e as formas são das mais variadas, mas sempre com um pouco de geometria. Normalmente possuem poucas ornamentações, mas existem excepções, onde explora as formas e combina-as, muitas vezes apropria-se da própria palavra e arranja uma característica que a define e aplica-a ao design.


O seu trabalho revela uma descontração e ao mesmo tempo um foco em atingir objetivos. O facto de criar briefings pessoais é um grande exemplo que deve ser aplicado à vida de cada designer ou tipógrafo. Não se deve viver apenas de trabalhos para a faculdade ou para a empresa/cliente, mas deve-se aproveitar o talento e limá-lo com desafios pessoais. Aliás, se é algo do nosso agrado, porque não tirar mais proveito e desenvolver as nossas capacidades? Revelar o processo ou a arte final de uma proposta pessoal, no caso das redes sociais, pode ser uma plataforma para ganhar voz e crescer enquanto profissional. FAEL é um exemplo a seguir e um grande talento nacional a nível tipográfico, recomendável a todos os que se interessam pela área em questão.


FAEL encontra-se em:

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

"Alphaville", por Jean-Luc Godard


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Alphaville, é um filme de ficção científica de 1965, dirigido por Jean-Luc Godard.

Lemmy Caution, um detective disfarçado de jornalista (Eddy Constantine), vai à cidade de Alphaville investigar as anomalias presentes que afetam o psicológico dos seus habitantes, causadas pela máquina Alpha 60. Conhece Natacha (Anna Karina) que é a filha do cientista Dr. Von Braun, que projetou e desenhou este engenho meio robô meio humano. O detective pretende acabar com este computador maléfico e com os planos do Dr. Von Braun, convencendo-o a desligar a máquina, de modo a evitar uma guerra intergaláctica. 
O Alpha 60 controla a vida das pessoas e as suas relações interpessoais. Não há sentimentos e palavras como “amor” não existem nos dicionários, nem nas mentes das pessoas. Os seres humanos vivem como se fossem robôs, numa cidade totalitária e sem liberdade de expressão. Um dos exemplos são as prostitutas, ou “seductress third class”, que em pelo menos duas das cenas, cada suma dirige-se ao detective da mesma forma, acompanhando-o ao quarto e fazendo as mesmas perguntas de forma robotizada. Neste mundo, as mulheres são vistas e exploradas como objetos sexuais, como se pode ser através de algumas cenas, onde a nudez feminina é presente. 

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Toda a sua narrativa, apesar do ano, continua a transmitir ideias muito actuais e críticas aos maus hábitos da sociedade. Revela que quando somos controlados pela tecnologia, perdemos a nossa natureza humana e toda a sua parte sensível e emocional. Dá lugar à parte extrema do lado racional e o lado sentimental é inexistente. É uma cidade do progresso e tecnológica que perdeu todo o seu lado natural. Não há espaço para lágrimas. A bíblia, presente em todas as casas destes habitantes, é de facto um dicionário, em que todos os dias uma palavra é proibida e sai do vocabulário do mesmo.
Com o tempo, o detective encontra cada vez mais anomalias, desde a execução de pessoas que se arriscam a expressar as suas opiniões, a números de série encontrados em partes dos corpos das pessoas. Em paralelo com esta situação, Lemmy apaixona-se por Natacha, e aos poucos ajuda-a a tornar-se humana de novo. Natacha, aos poucos começa a sentir emoções e a questioná-las, pois era algo bastante desconhecido na sua pessoa, sendo que no fim liberta-se e finalmente revela o seu amor por Caution.

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Para além da sua narrativa extraordinária, pode-se observar os jogos de luz. Este filme, dado à sua época, é a preto e branco, e, com os jogos de luz, torna o contraste muito mais interessante. Ao longo da história podemos observar frames de um círculo brilhante (indicativo do Alpha 60), ou letras e setas em luzes néon, que servem de ligação entre cenas. Também importante referir os planos que mostram as luzes do cenário, como o exemplo do edifício à noite, com as luzes acesas de todas as salas. Tudo isto para clarificar o observador de que se está a tratar de uma cidade avançada tecnologicamente.
É um filme acessível e fácil de interpretar. Tem muito simbolismo e um carácter gráfico bastante artístico e presente na ligação entre frames.