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quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

Liberdade de "Opressão" na Comunidade LGBTQIAP+

 Liberdade de expressão: entenda tudo sobre o tema!

Liberdade de expressão é um conceito que prevê a oportunidade de uma ou mais pessoas expressarem as suas ideias sem medo de represálias. O termo refere-se à livre manifestação de diferentes vozes, não importando se concordam, divergem em alguns pontos ou discordam umas das outras, a respeito de qualquer tema ou indivíduo. Obviamente, ter liberdade para mostrar, publicar ou difundir os pensamentos não significa que isso possa ser feito sem respeitar alguns limites. A presença da liberdade de expressão na lei é uma conquista da população mundial, porque apoia os direitos fundamentais da humanidade. Mas até que ponto toda essa liberdade é uma realidade? Para viver bem em sociedade, é essencial estar atento a declarações que possam, por exemplo, ofender as escolhas, origens e o estilo de vida de outros indivíduos.

A liberdade de expressão protege simultaneamente os direitos daqueles que desejam expor as suas opiniões ou sentimentos e os do público em geral. Quando se proíbe uma manifestação qualquer, viola-se tanto a liberdade dos que são impedidos de exprimir as suas ideias, como também os direitos dos integrantes do público, que são privados do contacto com pontos de vista que poderiam ser importantes para que formassem livremente as suas próprias opiniões.

Opressão é o ato de oprimir, sufocar, seja uma pessoa, uma atitude, uma comunidade. Opressão também pode ser o uso da violência para demonstrar autoridade. A opressão faz com que as pessoas se sintam reprimidas, humilhadas, onde não conseguem fazer o que precisam ou têm vontade, porque estão a ser alvos de opressão.

Opressão social é quando uma pessoa é alvo da crueldade e humilhação por parte de uma sociedade ou um determinado grupo. Um exemplo de opressão social é o racismo e qualquer tipo de preconceito de cor da pele, religião, sexo, e etc.
A opressão social faz com que os cidadãos se sintam “esmagados”, sufocados, não conseguem ser eles mesmos, e muitas vezes vêem-se obrigados a agir de uma maneira que não é normal para ele.

O Dia Internacional Contra a Homofobia e a Transfobia é celebrado no dia 17 de maio desde quando, nesta mesma data, há 31 anos a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirava a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças. Mesmo três décadas depois desse marco histórico, a discriminação ou preconceito nutridos contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais, intersexuais, assexuais e mais orientações sexuais e/ou de identidades de género que existam (LGBTQIAP+) ainda opera da mesma forma de antes. O cenário de permanência de atitudes LGBTfobóbicas e o número de pessoas vítimas do preconceito reafirmam a necessidade do trabalho em conjunto entre os diversos agentes da sociedade e a luta por direitos, pela diversidade sexual, contra a violência e o preconceito. E se fosse contigo? E se fosses privado de gostar de alguém ou de simplesmente não poder ser quem realmente és livremente? Isto pode ser visto como uma afronta perante a liberdade individual. Porém, no mundo todo, muitas pessoas enfrentam dificuldades, desigualdades e discriminação justamente por esses motivos, por causa das suas orientações sexuais e identidades de género. É por isso que hoje os direitos LGBTQIAP+ são reconhecidos como parte dos direitos humanos, visando a proteção e a garantia da dignidade para todas as pessoas da comunidade LGBTQIAP+.

    - As letras da sigla LGBTQIAP+ fazem referência à todas as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros (transexuais e travestis), queers, intersexuais, assexuais e panssexuais. Já o símbolo “+” faz referência a todas as outras variações de géneros e sexualidades, visto que as possibilidades de identificação e expressão de género e orientação sexual não são restringidas às 9 hipóteses levantadas pelas letras da sigla. Esta sigla passou por várias modificações com o tempo, justamente para englobar e incluir cada vez mais pessoas que possuem determinada identidade de género e orientação sexual.

De maneira simples e objetiva, os direitos LGBTQIAP+ são um conjunto de regras e normas que integram os direitos humanos, visando a proteção de toda a população LGBTQIAP+. Desta forma, esses direitos procuram garantir todos os direitos fundamentais dessa população, como igualdade, justiça e liberdade, a partir do reconhecimento de valores e princípios como a dignidade da pessoa humana. Porém, o reconhecimento desses direitos é recente. Por longos anos a comunidade LGBTQIAP+ não só foi negligenciada pelos Estados na garantia dos seus direitos fundamentais, como também foi excluída da sociedade civil, sofrendo todas as formas de discriminação, opressão e preconceitos. Sendo, muitas vezes, alvos de atos violentos e crimes. Como no caso da violenta ação policial contra pessoas LGBTQIAP+ em Nova York, em 1969, que desencadeou uma rebelião. O episódio ficou conhecido como a Revolta de Stonewall e fez com que a exigência e o reconhecimento dos direitos LGBT+ no mundo ganhasse força. 

Dessa forma, esses direitos são fruto de uma reivindicação política que destaca não só a necessidade de proteção de grupos vistos como minoria devido às suas identidades de género. Mas também da necessidade da descriminalização de atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo. Isso porque, mesmo com o reconhecimento dos direitos LGBTQIAP+ como direitos humanos por parte da Organização das Nações Unidas (ONU), em muitos países a homossexualidade ainda é considerada ilegal. 

Infográfico com informações sobre a situação atual dos direitos LGBT+

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Uma Sociedade de Cores

Cores e Significados:

  • Azul: cor tradicional usada pela sociedade para representar os homens;
  • Rosa: cor tradicional usada pela sociedade para representar as mulheres;

Desde pequenos que nos é incutido que: a cor rosa é para meninas e o azul para meninos; as raparigas usam saias e vestidos, enquanto que os rapazes têm que usar calças ou calções; os rapazes brincam com os carros e super-heróis e as raparigas ficam-se pela maquilhagem e tarefas domésticas. A indústria dos brinquedos, hoje em dia, é o reflexo de muitos estereótipos deste género coagidos pela nossa sociedade. Cada vez mais existem crianças que têm gostos diferentes dos que lhe são impostos apenas por ter um determinado sexo sendo estas discriminadas e obrigadas a oprimir os seus sentimentos.

É necessário acabar com este tipo de estereótipos. É necessário quebrar a ideia de que existem coisas criadas para determinado sexo e que se não estiver tudo determinado e feito de uma determinada forma está errado. O design deve centrar-se nas vozes daqueles que são diretamente afetados pelo processo do design, ou seja, as crianças, não só as meninas ou os meninos, mas sim todas as crianças que possam a vir ter interesse pelo objeto.

Existem pessoas que não se identificam com o género que lhes foi atribuído à nascença ou não se identificam de todo com nenhum dos géneros. Este é um fator que se começa a manifestar nas crianças a partir dos 5-6 anos, principalmente devido à sua entrada na escola. Por isso, é fundamental a indústria cujo público alvo são crianças entre estas idades, ter em atenção a criação de produtos que abranjam e interessem a toda e qualquer criança, independentemente do seu género e independentemente da cor atribuída ao produto.


 

terça-feira, 19 de outubro de 2021

Drag Queens, Atos Performativos e Fragilidade Social

Nos dias que correm estamos perante uma sociedade cheia de estigmas, rótulos e títulos para tudo o que seja considerado existente. Da mesma forma que aos olhos desta mesma sociedade, encontramos rótulos, encontramos informações que são dispostas de forma à embalagem humana ser comercializada. Assim não se encontra aceitação social para o que é diferente ou que causa algum tipo de estranheza perante o que é comum, habitual e que é confortável, a uma grande percentagem da população mundial.

"Para Butler, uma Drag Queen é um exemplo paradigmático da performatividade, pois na sua teatralização de género no palco há uma dissonância entre sexo, género e desejo. Para Butler, a drag corporifica repetições que rompem com os contextos normativos de produção de identidades e as suas convenções, e explicita os mecanismos mesmos da sua produção: ao sobrepor determinada biologia com estilizações específicas do corpo (a linguagem aí incluída), a drag coloca a artificialidade das identidades literalmente sob os holofotes." - Vanderley, Luciano (2017). "Performatividade, Corpo e Gênero: Drag Queen".

"O género é uma construção social, no entanto, ainda hoje é compreendido através de uma visão essêncializadora e naturalizadora que se baseia num aparato de saberes biológicos para reiterar a existência de um alinhamento entre género, sexo, prática sexual e desejo. Se nos enquadrarmos nesse alinhamento significa estar em consonância com as normas vigentes na nossa sociedade, e todos(as) aqueles(as) que fogem ou provocam nele deslocamentos são tidos(as) como inferiores e indesejáveis, não sendo reconhecidos como seres inteligíveis e estando, então, passíveis de exclusão. O objetivo principal desse estudo constitui em compreender a relação entre a construção parodística das Drag Queens e a construção social dos papéis de género, dando prosseguimento à tentativa de desvendar as trajetórias e as compreensões sobre o género em pessoas que se encontram fora dos limites impostos pela lógica binária que valida apenas a existência do masculino e feminino, colocando-os como opostos e passíveis de categorização.2 Através do ato estético-político da construção da figura da Drag Queen acredita-se ser possível estar e cruzar a fronteira dos géneros, tendo uma identidade ambígua ou indefinida e explicitando o caráter artificialmente imposto das identidades fixas, sendo um meio para mapear dispositivos que funcionem em prol da ruptura das ontologias e possibilitem outras formas de vivências que resistam às categorizações socialmente construídas, trazendo potência para a promoção de uma multiplicidade de possibilidades de existência" - Campana, Nathalia Sato (2017). "O ato político por trás da drag queen: desmontando o essencialismo dos gêneros".

Desta forma e após alguma pesquisa, deparei-me com uma campanha promotiva da marca Gillette produzida em Espanha, que trata exatamente estes mesmos ideiais. (https://ourselvesonline.com/hay-que-ser-muy-hombre-nueva-campana-de-gillette-espana-de-la-mano-de-proximity-madrid/)