Mostrar mensagens com a etiqueta 14507. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 14507. Mostrar todas as mensagens

domingo, 28 de maio de 2023

Adoremos as Marias Cheias de Graça

As Marias Cheias de Graça são um grupo de comédia stand up completamente feminino. É um projeto da Bang Produções que começou em março de 2022 com o objetivo de destacar comediantes portuguesas, já que a comédia stand up é uma indústria maioritariamente masculina. Um espetáculo a não perder para qualquer fã de comédia e não, não é preciso ser-se mulher para apreciar as piadas. Estiveram no Teatro Sá da Bandeira no Porto no dia 18 de março. 


Fonte: Bang Produções

O grupo consiste de seis comediantes: Catarina Dores, Sandrina Rodrigues, Rita Gaspar, Carolina Parreira, Sofia Briz e Mafalda Vicente. Como Mestre de Cerimónias têm a Joana Neves, membro da banda Fora de Série. Já houve alguma mudança nos seus membros, por isso vale sempre a pena voltar a ver o espetáculo, pois o material apresentado difere.

Cada comediante tem apenas o seu género em comum, já que cada uma demonstra um tipo de humor bastante distinto, havendo algo para todos os gostos. O espetáculo é definitivamente para graúdos, já que podemos contar com algum humor negro e muito humor de natureza sexual.

Como em qualquer espetáculo de comédia stand up, o seu sucesso não está apenas dependente dos – neste caso, das – comediantes, mas também do público. O público num espetáculo como este pode fazer uma piada sem graça parecer de génio, assim como pode destruir a mais inteligente das anedotas. No entanto, tivemos sorte. O público era participativo, mas não em demasia e não de maneira ordinária. Podemos adorar as Marias com toda a sua devida graça.

Os tópicos abordados pelas comediantes, como já mencionado, foram variados. No entanto, existiu um em comum: os homens. Realmente, não é o tema mais criativo, aliás, muito do humor feminino depende em criticar o sexo masculino ou peripécias que ocorreram nas chamadas dating apps. Relembra nomes como a americana Ali Wong ou a brasileira Bruna Louise, que muitas vezes recorrem a este tema.

No entanto, mesmo com um tópico que alguns podem considerar já está batido, como as relações de poder e sexuais entre homens e mulheres, continua a ser um tema relevante, já que essas relações ainda não são equilibradas. Qual é a mulher que não se identifica com um encontro com um depravado? Ou ter sido ghosted (ignorada por alguém online) por um homem porque demonstrou um átomo de inteligência? Mas não se preocupem, há piadas para toda a gente de todos os géneros.


Fonte: Band Produções

Estas Marias demonstram também um lado feminino com o qual a sociedade atual ainda tem alguns problemas: mulheres confortáveis com quem são e que não têm medo de falar a verdade, à vontade com os seus corpos e sem medo de serem pouco “femininas”. Muito do humor apresentado vem acompanhado de gestos rudes, power poses e mímicas explícitas, relembrando outra vez a comediante Ali Wong, com as suas expressões faciais fortes e poses desajeitadas.

Sendo ainda nomes pequenos da indústria, é natural que ainda haja momentos de esquecimentos e tropeções, e é nestes momentos em que o público pode ser castigador ou compreensivo. Como mencionado anteriormente, o público estava ali para se divertir e estava de bom humor. Além disso, o à-vontade das comediantes nesses momentos também demonstrou o seu profissionalismo.


Fonte: Bang Produções

A única verdadeira crítica a dar é que a Mestre de Cerimónias às vezes excedia o seu tempo de antena. Às vezes parecia que estávamos a assistir a outro set, em vez de à apresentação da próxima comediante. Deve ser quase irresistível para uma artista que também deseja o seu destaque, mas não se deve tirar o foco das artistas que realmente estão lá para atuar.

O palco já muitos o devem conhecer, mas sente-se a história do teatro à nossa volta, com os seus camarotes vermelhos e estruturas de madeira branca decorada com dourado. Foi até um lugar apropriado para as Marias, já que o espaço era muito utilizado para teatro de revista, especialmente durante o Estado Novo. Não é surpreendente então que também se tenham estreado no Parque Mayer no dia 7 de maio. Deve ter sido uma sensação indescritível para as comediantes trazer de novo a comédia a estes palcos tão históricos.

Em comparação com o seu primeiro espetáculo no Lisboa Comedy Club a 5 de março de 2022, as Marias desenvolveram bastante o seu arsenal e as suas técnicas. Dá para notar uma diferença considerável nas suas atuações. Já não se engasgam tanto e conseguem lidar com o público de maneira mais hábil, além dos seus textos já terem sido desenvolvidos e testados.


Fonte: Bang Produções

É um prazer ver estas artistas a crescerem, e ainda mais satisfatório, como mulher, ver outras mulheres a terem sucesso nesta indústria. É bom também ver que o humor português tem espaço para acolher novos artistas como as Marias Cheias de Graça no stand up português, oferecendo-lhes ajuda para florescerem e um palco onde atuar.

As Marias Cheias de Graça ainda não têm nova data de espetáculo, mas sigam o seu Instagram® para se manterem informados. Certamente teremos mais chances de irmos adorá-las e reforçar a nossa fé na comédia portuguesa.

Marias Cheias de Graça
Instagram: @marias.cheias.de.graca

Bang Produções
Instagram: @bangprod
Website: https://bangproducoes.com/

DÒING! Mas com cuidado, meninos!

Para celebrar os 25 anos da Expo 98, a escola onde trabalho decidiu levar os alunos do 5º e 6º anos ao Pavilhão do Conhecimento. O plano foi visitar o museu todo, mas especialmente a nova Dòing Oficina Aumentada. As crianças adoraram os trinta minutos que lá estiveram, mas como professora fiquei um pouco desapontada com as funcionárias do serviço educativo do museu.

Para quem, como eu, cresceu com a Expo 98, com certeza conhece o Pavilhão do Conhecimento, também conhecido como Centro Ciência Viva, e que o relembram com afeto. É extraordinário como museu, já que foi construído especificamente para crianças. As suas exposições são interativas, informativas e existe algo para todas as idades. Quem não se lembra de rodar manivelas, apertar botões e puxar correntes neste espaço fantástico?


Fonte: autor

Com o intuito de apresentar os nossos alunos a esse espaço, foi marcada uma visita e uma sessão na Dòing Oficina Aumentada, um espaço interativo e criativo mais recente, onde as crianças podem ser inventivas e podem explorar vários conceitos científicos, como a gravidade, a resistência do ar e a eletricidade. O espaço é convidativo, com várias estações de atividades variadas, e as crianças são deixadas à sua mercê para serem livres para fazerem as suas próprias descobertas e para trabalharem em equipa.


Fonte: autor

Existem sete desafios, cinco deles permanentes, e cada um deles apresenta uma atividade interativa. O desafio que chamou a atenção das crianças em primeiro lugar foi, claro, a Estação de Robótica. Ele consiste em uma área dividida em quatro partes, onde as crianças podem controlar dois robôs através de tablets e guiá-los através de obstáculos variados. É divertido, mas rapidamente se cansaram da atividade quando perceberam que não podiam fazer quaisquer mudanças aos labirintos ou mexer nas rampas e árvores feitas de cartão. Mal lhes tocaram, apareceu uma funcionária a exclamar “Não toquem! Não toquem!”. Os alunos mudaram rapidamente de área, mas eu fiquei desapontada. Afinal, o objetivo não é experimentar coisas diferentes?


Fonte: autor

O segundo desafio mais popular foi a Máquina dos Berlindes. Num painel de madeira esburacado as crianças podem utilizar diversos tubos, funis e peças variadas para criar um percurso para um berlinde, trabalhando com conceitos como a gravidade, propulsão e fricção de materiais diferentes como a madeira e o plástico. Os alunos adoraram esta estação e foram realmente livres para criar as suas máquinas. No entanto, houve uma escassez de parafusos para segurar as peças e logo houve alguma fricção entre as crianças. Como o tempo foi escasso, muitas criações ficaram por acabar.


Fonte: autor

Outro desafio muito popular foram os Tubos de Vento, onde as crianças tinham de criar “foguetões” que descolassem nos tubos, trabalhando conceitos como a resistência do ar. Tinham vários materiais à sua disposição e divertiram-se imenso. Exaltavam-se quando as suas máquinas descolavam a toda a velocidade e maravilhavam-se quando rodopiavam no ar. Infelizmente, não havia fita cola suficiente para todos os “foguetões” que foram criados, e as funcionárias do museu pareciam mais preocupadas com arrumar os materiais do que com ajudar as crianças a experimentar coisas diferentes.

Um desafio que me despertou especialmente a atenção foi a das Máquinas de Rabiscos, onde se podia construir robôs cujo objetivo era rabiscar a folha de papel providenciada. Havia exemplos e peças diferentes para utilizar. Notei que os únicos que prevaleceram nesta estação foram os mais interessados em mecânica, pois não havia quaisquer instruções e os alunos tiveram muitas dificuldades. As funcionárias ajudaram um pouco, mas rapidamente os abandonavam. Também não deixavam mexer muito nos exemplos dados, o que poderia ter ajudado a resolver este desafio.


Fonte: autor

Outro desafio muito popular foi o dos Circuitos Elétricos. As crianças têm acesso a vários fios, baterias, campainhas, lâmpadas e buzinas e têm de investigar como é que a eletricidade funciona. Aqui as crianças não precisavam de assistência nenhuma, sendo os circuitos elétricos algo que podem descobrir de maneira intuitiva. Chamavam-me constantemente para me mostrar as suas criações e sorriam radiantes quando finalmente conseguiam acender uma lâmpada.


Fonte: autor

Os últimos dois espaços não foram tão populares. O Maker, um espaço de costura, teve apenas uma aluna como participante. O objetivo era fazer um personagem com tecidos e fios, mas não percebe a sua conexão com ciências. A aluna gostou muito da experiência e mostrou o seu resultado com orgulho. O espaço de Porta-chaves de Robôs não teve qualquer aderente, ou por falta de interesse ou falta de instruções.

O meu grande desgosto foi realmente que as funcionárias do museu que estavam a auxiliar os alunos não pareciam ter paciência para a excitação natural que um grupo de crianças tem quando lhes é dito para experimentarem e fazerem o que quiserem. Fiquei especialmente desapontada com o facto de que não se podiam levar materiais de uma estação para outra, especialmente quando o objetivo do espaço é, de acordo com o seu website, “criar, fazer, experimentar, construir e partilhar, onde tentativa e erro se conjugam de forma divertida e inspiradora” (Pavilhão do Conhecimento, 2023). Como dizia Paulo Freire, “Ninguém nasce feito, é experimentando-nos no mundo que nós nos fazemos” (Freire, 2001, p. 40). Estava à espera de algo mais aberto e com menos regras para encorajar essa experimentação.

São crianças! Queria eu exclamar às funcionárias. Vão desarrumar as coisas, vão querer tocar em tudo, fazer tudo, vão empurrar-se umas às outras, vão tirar materiais umas às outras, vão exaltar-se, vão aborrecer-se, vão cansar-se. Há que lhes dar a liberdade para serem elas mesmas e fazer erros para depois tirarem conclusões e aprenderem de maneira significativa.

Infelizmente, esta atitude dos funcionários dos serviços educativos não é rara. Foi a mesma situação quando se visitou o Museu Bordalo Pinheiro, onde a funcionária demonstrou pouca paciência para com os alunos. No entanto, já tive muitas experiências positivas, como no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota e no Palácio Nacional de Mafra, onde era óbvio o entusiasmo dos nossos guias. A melhor visita foi no Museu da Farmácia em Lisboa, onde o nosso guia tinha muitas estratégias de gestão de comportamento, identificando imediatamente os alunos mais problemáticos e dando-lhes tarefas para os ocupar.

Acredito que os serviços educativos têm de ser compostos, não só por especialistas nos assuntos do museu, mas também que saibam lidar com crianças e tenham a paciência e o entusiasmo necessários para despertar o seu interesse e aumentar a sua curiosidade. Temos necessidade de profissionais treinados em educação, não só em museologia, e atividades que mantenham os alunos entretidos ao mesmo tempo que ajudem a reter a informação oferecida. Claro que alguma dessa responsabilidade também pertence aos professores, mas sinto uma relutância e falta de paciência para com os visitantes entre os 10 e 14 anos de idade por parte dos funcionários.

No entanto, ao perguntar aos meus alunos se tinham gostado das atividades e das funcionárias, responderam logo que a experiência tinha sido muito positiva. A minha última crítica é que trinta minutos é uma duração muito curta para poderem explorar cada área a fundo, mas com certeza será muito apreciada por qualquer criança. É um espaço que estimula a curiosidade e o pensamento crítico, algo essencial e que parece estar em falta em muitas das crianças com as quais lido. Vale muito a pena marcar uma visita.


Dòing Oficina Aumentada
Necessita de marcação prévia.

Reservas: Telefone: (+351) 21 891 71 04 (chamada para a rede fixa nacional) - de segunda a sexta-feira das 9.30 às 18.30

Localização: Pavilhão do Conhecimento - Centro Ciência Viva, Largo José Mariano Gago, nº1 Parque das Nações 1990-073 Lisboa

Horários: De segunda a sexta-feira: das 10.00 às 18.00 (última entrada: 17.30; 16.30 para os grupos) | Fins-de-semana e feriados: das 10.00 às 19.00 (última entrada 18.30)

Preçário: Adulto - € 11 | Criança até 2 anos - GRÁTIS | Criança 3-11 anos (1) - € 8 | Jovens 12-17 anos (1) - € 9 | Sénior + 65 anos - € 8 | Bilhete família (família nuclear: 2 adultos com filhos até 17 anos) - € 28


Bibliografia

Pavilhão do Conhecimento. (2023). Dòing Oficina Aumentada. Recuperado a maio 28, 2023, de https://www.pavconhecimento.pt/

Freire, P. (2001). Política e Educação: ensaios (5th ed.). Cortez. https://drive.google.com/file/d/0B3GQrRvm4KXOSjctdkxnUHo1dTQ/view?resourcekey=0-7Y8K9Fz8ywkIRROAo0rJKg

segunda-feira, 24 de abril de 2023

À descoberta de António Vasconcelos Lapa

‘Viagens’ é o título da mais recente exposição do ceramista contemporâneo António Vasconcelos Lapa, presente no Museu Nacional do Azulejo até 30 de abril. O artista convida-nos a fazer uma viagem pelas suas obras, desde azulejos a esculturas desmontáveis, a máscaras que dão asas à nossa imaginação. A exposição contém 35 peças produzidas pelo artista a partir de 2001, ano em que o seu neto Vicente nasceu e o inspirou a ter uma abordagem mais lúdica e interativa ao seu trabalho.

António Vasconcelos Lapa, para aqueles que não o conhecem, é mais famoso pelas suas esculturas cerâmicas que aludem a mundos fantásticos. A sua longa carreira é uma demonstração da sua criatividade e a sua obra contém uma forte vertente narrativa e personagens diversos e coloridos. Ao longo dos anos produziu painéis de azulejos, tapeçarias e ilustrações, tendo exposto o seu trabalho tanto em Portugal como internacionalmente.

Esta exposição, de coordenação geral de Alexandre Nobre Pais, é uma jornada através das alegres experimentações do artista com a cerâmica e também uma peregrinação através do próprio museu, já que, além da sala de exposições temporárias, podemos encontrar as suas peças espalhadas pelo espaço do antigo convento.

Mangal (2022) e Figura Feminina (2021) de António Vasconcelos Lapa.

Ao seguir o percurso da coleção permanente somos de vez em quando surpreendidos pelas peças brincalhonas do artista, trazendo-nos um sorriso ao rosto no meio da castidade religiosa do espaço que as rodeia. De alguma maneira, parece que sempre pertenceram às salas onde se encontram, tal foi a delicadeza com que se escolheram as suas posições.

Frutos (2022) de António Vasconcelos Lapa.

Algo único no trabalho de Vasconcelos Lapa é que as suas peças, cheias de textura, cor, movimento e som foram feitas para serem tocadas e apreciadas com todos os nossos sentidos. O próprio artista disse, numa entrevista ao Museu Nacional do Azulejo sobre a presente exposição, que as suas obras têm como objetivo “pôr as pessoas a participar na brincadeira” (Museu do Azulejo, 2022), afirmando que gosta que as pessoas passem a mão nas peças, mesmo havendo o risco de se partirem.

É referido que a exposição tem dois momentos, o de inspiração vinda pelo nascimento do neto do artista e outro inspirado pela flora descoberta nas suas viagens pela Ásia. No entanto, as peças desses dois momentos estão misturadas, criando uma simbiose nas duas coleções. As plantas deslumbrantes complementam as personagens fantásticas de Vasconcelos Lapa, gerando um mundo onde tudo aparenta ser possível.

Vicente e o Dragão (2005) de António Vasconcelos Lapa.

No entanto, mesmo que essa informação esteja descrita no painel de introdução à exposição, não nos sentimos muito confortáveis para tocar nas peças divertidas do artista. Completado o percurso do museu, sentindo o peso de um silêncio próprio de um convento e caminhando pelas suas salas silenciosas, não nos é natural assumir o estado de espírito quase infantil que é necessário para apreciar as peças do artista como ele pretende que o sejam.

Mesmo aparentemente tendo autorização para tocar nas peças, não somos capazes de o fazer. O olhar inquisidor do segurança nunca se descolou de nós, dando-nos a impressão de estarmos na escola a ser observados por um professor que sabe que estamos prestes a fazer asneira. Assim, ficamos limitados a olhar para as cores vivas das peças e a imaginar como seria sentir a sua textura nas mãos.

Plantas e Frutos (2020) de António Vasconcelos Lapa.

O trabalho de António Vasconcelos Lapa é algo que solta a imaginação e que nos faz sentir como se fôssemos crianças novamente, trazendo-nos memórias nostálgicas à superfície e inspirando histórias nas nossas cabeças. No entanto, o ambiente religioso do Museu do Azulejo não é propício para essa exploração dos sentidos ou para essas ‘viagens’ através do imaginário do artista.

No entanto, esse mesmo contraste adiciona uma camada suplementar ao seu trabalho, pois podemos apreciar melhor as suas formas criativas e texturas variadas, mesmo que de maneira mais controlada e ordenada. O contraste de tom faz-nos apreciar o quanto algo feito com uma qualidade inocente, inventiva e guiada pelo gosto de ir à descoberta de mundos novos nos pode inspirar.

Lagarto-sapo (2014) de António Vasconcelos Lapa.

Vale a pena visitar a exposição, principalmente se ainda não conhecem a obra deste grande artista português, mesmo que não a possam experimentar no seu potencial máximo. Sugerimos que sigam o percurso do museu para poderem ser surpreendidos pela fantasia do artista, mas, como refere a descrição da exposição, “Nesta exposição não há um percurso, há uma descoberta”.

 

Exposição: ‘Viagens’ de António Vasconcelos Lapa

Datas: 17 novembro 2022 - 30 abril 2023

Local: Museu Nacional do Azulejo

Morada: Rua Madre Deus 4, 1900-312 Lisboa

Horário: terça a domingo 10h-13h (última entrada 12h30), 14h-18h (última entrada 17h30)

Custo: Normal – €5 / Estudante ou Sénior – €2,50 / Criança (até 12) - gratuito

 

Fontes:

Museu Nacional do Azulejo. (2022, December 27). Entrevista a António Vasconcelos Lapa [Video]. YouTube. https://www.youtube.com/watch?v=s72c3hjSDS4